Elas Resolvem
Estudo de caso

Ciclo Arquitetura

Rafa Marques

Publicado em

Rotina, equipe e acompanhamento de obra organizados

Com equipe de 3 pessoas, os projetos estouravam prazo e custo, e a vida acontecia dentro do escritório. Organizou processos e o acompanhamento de obra. Hoje tem rotina e equipe funcionando sem depender dela o tempo todo.

Quero meu Plano de Crescimento

A conversa, na íntegra.

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Agora foi. — Não tô não. É porque, pelo amor de Deus, é porque não tá — salvando. — É, eu tô eu tô desesperada aqui no salvar. Acho que vai salvar em duas gravações, não tem problema não. Vamos lá, — então assim, vamos começar do começo, tá? Eh, qual que é a ideia aqui desse vídeo, Rafa? é a gente entender, principalmente porque a gente tem muito depoimento aqui falando do fin do de faturamento de cliente e tudo mais, só que no seu caso foi muito específico da organização do escritório. Então por isso que eu quero te fazer essas perguntas hoje para que eu consiga, quando chegarem pessoas que tm a mesma dor, a mesmo desafio que você teve no seu escritório, elas consigam entender como que a gente consegue ajudá-las também. Então, primeiro de tudo, para eu entender, é por que você procurou ajuda pro ciclo, né? o que que você tava vivendo antes no escritório e assim pode ser literal mesmo do que que você tava sentindo, o que que você tava vivendo, que te levou, te motivou a procurar ajuda. E o que que você viu que poderia ser diferente aqui? Não até então que foi, mas que você viu que assim, pô, deixa eu ver aqui se dá para me ajudar para eu dar um pontapé no que eu tô precisando. Me traz essa visão primeiro pra gente poder contextualizar. Bom, eh, no momento que a gente começou a conversar, eu tava me sentindo muito amadora. Eu não tava me vendo como, eu não tava vendo a minha empresa como uma empresa, né? né? Então eu tava me vendo como uma arquiteta ali, conseguindo os projetos, trabalhando, delegando algumas atividades, delegando para uma eh estagiária, para outra estagiária e não tinha o controle, digamos assim, aquela visão de cima de todos os braços que a empresa, né, deveria abranger como uma empresa. Então, eu tinha eh uma semana eu resolvia toda a parte de projetos e o financeiro. Depois da outra semana eu resolvia toda a parte de projeto e o marketing. Depois toda outra semana eu ia resolver algumas outras coisas. E a Rafaela, pessoa física não existia. Então existia a Rafaela, pessoa física e pessoa arquiteta, por mais que as contas sempre foram separadas, isso sim. Então eu sempre tive a minha separação ali de Prolabore da Rafaela, enfim, mas a minha vida não existia, né? né? Então, minha vida toda girava em torno do escritório. Então, almoçava no escritório, acordava no escritório, dormia no escritório, fazia tudo no escritório e a vida era muito bagunçada. hoje em dia não. Eh, eu consegui e o que fez realmente diferença para mim, que sou uma pessoa que extremamente controladora e acabo puxando toda a responsabilidade. Então assim, ah, não entendi isso aqui, então deixa que eu faço, ah, então deixa que eu faço, ah, não sei como vou fazer isso, deixa que eu faço, tanto nas obras quanto dentro do escritório, dentro da minha vida. E aí ter vocês assim, Rafaela, fizeste isso, Rafaela, aquilo ali, Rafaela, essa é a tua meta. Tu disseste que isso aqui tá pronto, então tu precisas disso. E por mais que soue como uma cobrança chata, é muito importante quando a gente tá sozinho, porque eu não tenho outra sócio, né? Sou só eu. Então vocês entraram para puxar, Rafa, essa é a tua meta. Isso aqui tá feito. Eu preciso disso daqui terminado até tá o dia. E isso me impulsionava. E realmente implementar é muito fácil eh perceber através de, sei lá, aulas, 20 aulas no curso tal, 20 aulas de como fazer isso. Gente, isso é uma coisa, eu posso me sentar e olhar, mas eu não vou implementar aquilo. Então acho que o maior diferencial de ter vocês é toda semana, senão a Jéssica, Luana, Rafaela, isso tá feito, isso tá feito e aquilo tá feito e isso daqui e olha, tu tem tal dia, olha tutoria do não sei quê, tu tem que marcar tal data. Não marcaste o encontro, vai lá botar teu nome no encontro. Isso faz muita diferença, por mais que a gente saiba que não, ninguém gosta de de ter esse empurrão, mas para mim faz diferença total. Eu não me ofendo. Então, como que eu falei para falei para ti, falei pra Luana várias vezes para vocês não largarem a minha mão, para mim é muito importante. — Sim, exatamente isso. E sabe uma coisa que eu tenho escutado cada vez mais? Quanto que tem sido dolorido pras pessoas a questão do acompanhamento de obra, né? E isso para você em específico era quase um parto. Então assim, que que você sente que mudou do acompanhamento de obra, que era uma das coisas que você mais trazia? — O que mudou, acho que foi aquele clique da gente conversar, principalmente, né, da organização dos blocos, que aquilo é é algo básico. Eu lembro da nossa conversa, da nossa da nossa reunião e eu falei: "Meu Deus do céu, é tão básico". E eu nunca presto atenção e por muito tempo isso também vai pro pro pra caixinha da implementação. Não adianta fazer numa semana, na outra semana e na terceira semana não tá nem aí. Então ele toda todo o mês, toda semana organizando ele e cumpri-lo, porque as coisas funcionam com método e com hábito. É assim, ó. Segunda-feira de manhã não vou marcar nada, não tenho nada. Isso aí é só escritório, só conta, só reunião. Pronto, vou atender o WhatsApp das duas às 3. A das 2 às 13 deu e e resolve porque a vida realmente funciona. — Sim. — Eh, e aí consegui tempo para estar na obra e não só e olhar e esquecer das coisas, né? Mas assim, olha, eu tenho quarta-feira de tarde para estar na obra. Então, quarta-feira da tarde eu tô só na obra. Não consigo olhar, eu consigo colocar tudo no papel, fazer o cheque do que tô precisando e tô tranquila, volto pro escritório, trabalho no escritório, presto atenção e dou atenção e consigo tempo para ir na loja ver o sofá que eu queria muito ver pessoalmente, mas só vi na internet, especifiquei ali, ficou sem graça, na hora do projeto, tá pronto, chega aquele sofazinho feio, horroroso, que tu pensa, podia ser qualquer outra coisa, mas eu tava com pressa e botei aquilo, aí o cliente achou bom e ah, mas aí na tua cabeça tu sabe que o negócio podia ser muito melhor. melhor. Mas você tava sem tempo. — Sim. — E e são é só um cliquezinho eu e eu prestar atenção que — é e o que eu acho mais lindo do que aconteceu foi a questão da sua mudança de postura, né? Porque você trazia um relato muito emocionado, até porque isso pegava numa coisa cara, talvez para você, do quanto você acabava sucumbindo aos desejos das outras pessoas e se colocando em segundo plano nas dinâmicas que existiam dentro da obra para querer que o negócio funcionasse. Então assim, a sua vontade, o seu querer de funcionar era tão grande que você sucumbia algumas coisas ali, acabava que as pessoas se aproveitavam até daquela situação, né? Porque você quer ver o projeto executado, porque você é apaixonada por aquilo que você faz. Só que aí até então você não conseguia colocar bastante esse limite e hoje eu vejo que isso mudou bastante, né? Como que você vê assim dessa postura, principalmente por conta da quantidade de obra que você tocava? é que eu penso que antes essa isso também tem a ver com o respeito ao limite de horário imposto, né? Então assim, bateu esse horário, é isso e deu beijos, vamos embora. Porque às vezes de tanto gostar, e eu realmente gosto muito de obra organizada, de limpeza, acabava que eu pegava vassoura, vassoura e até hoje, né, eu levo vassoura e saco de lixo e e avisos e mantenho a obra organizada. Isso é uma coisa que é difícil mudar, mas de repente estava eu juntando material que que não era meu, que que enfim, nunca será meu, mas enfim, que era de outro prestador. e eu tava organizando a obra e daqui a pouco eu tava instalando a internet e daqui a pouco eu estava fazendo atividades que, ao contrário de colocar respeito num profissional de arquitetura, me colocavam como um papel, digamos assim, dispensável, né, ou talvez até negligente com o que eu tava querendo oferecer pro meu serviço, que é muito mais uma um cuidado técnico do que um cuidado, digamos assim, que rebaixava a minha autoridade e e ter noção de que eu posso querer o serviço de alto padrão e não oferecer, né? Então assim, eh eu não eu não vou executar a parede mais eh, como é que eu vou te dizer isso? Como é que eu vou tirar isso para um exemplo de execução de obra? Voltando pra parte de que eu sou muito controladora, por exemplo, eu gosto que a aquele rejunte esteja milimetricamente limpo em todas as voltas de todos os azulejos. Antes, o que que eu fazia? Arrancava o pano da mão de alguém, explicava como eu gostaria e ali eu ficava esfregando aquilo ali até o negócio ficar pronto. O que que acontecia? Ah, vou fazer porque depois eu vem arquiteta aí. arquiteta, se para limpar e fica organizando aquilo para sempre. Não, hoje eu fico ali parada até a pessoa resolver fazer daquela forma. É, é uma bobagem, porque das duas formas eu tô sendo chata e metida no trabalho dos outros. Mas eu não e claro, educadamente, né? não sendo grosseira com as pessoas que estão trabalhando ali, mas eh eu aprendi a não me colocar numa posição que diminua a minha autoridade de obra, que antes era algo que eu nem pensava, isso não passava pela minha cabeça, dizer: "Ah, grandes coisas, né? Ah, eu posso fazer isso, eu posso e realmente eu posso. Se eu quiser, eu posso fazer tudo na se eu quiser, eu não, o cliente não precisa contratar ninguém, vou eu pensar. — Só sofria. É, só sofria, né? pode fazer tudo, mas sofrido. — Exatamente. E hoje não, hoje a gente entende que estamos trabalhando com adultos, né? Então eu não fecho contrato com nenhuma nenhum menor de idade. A gente empresta, eh, presta um serviço, né, e empresta o nosso tempo em troca de um resultado que até eu entregar as chaves é o resultado que eu gostaria para dentro da minha casa. Então não vou nunca jamais pedir pro meu arquiteto prender quadros na parede, porque ele não sabe prender quadros na parede, né? Pode até saber, eu sei para mim, mas eh fez muita diferença assim. — E Rafa, conta uma coisa. Você é quase uma frase meio emblemática, né? Você que estava pensando em desistir do escritório, hoje qual que é o sentimento que você tem nesse tempo ali que a gente passou junto? né? Eu tava exausta, eu tava muito eh frustrada assim com com os resultados de de correr, correr, correr, correr, correr e um problema atrás do outro. E aí, eh, dentro das nossas muitas conversas, uma delas muito interessante que foi, eh, o olhar do propósito dentro de dentro da da minha posição como empresa, mesmo assim, o meu propósito é fazer com que a pessoa viva bem dentro da casa dela. E antes de eu entender que realmente isso é um propósito importante, — Sim. era, ah, tô ali prestando um serviço que talvez nem eu valorizasse tanto quanto eu valorizo hoje. Talvez nem eu ventão, a o tamanho da importância que é a gente transformar a casa de um cliente de verdade e não eh transformar aquela casa só para ela ficar com casa de com cara de de loja ou com aquela quantidade de MDF planejado por tudo e aquela — não é é estar de verdade prestando um serviço eh que realmente funciona, né, de não ter eh antes talvez eu tivesse uma visão do meu serviço como arquiteta de, ah, é só uma decoraçãozinha, ah, tá tudo bem, porque talvez realmente a minha visão sobre o meu serviço não fosse tão importante quanto o que eu aprendi a valorizar. Eh, obviamente depois de tanto tempo de experiência olhar paraa gente e dizer: "Poxa, mas isso aqui tudo bem, a gente faz com facilidade, mas faz com facilidade porque chegou muito tempo depois de muito estudo, depois de muita experiência nesse ponto. Então, eu sei o o quanto me custa, né? É muito valioso a minha percepção de de espaço, percepção de cliente, percepção de briefing. Eu sei o que aquele cliente quer, com certeza, porque eu passei por muita coisa antes e antes eu não valorizava tudo isso, né? Eu não me via como uma profissional tão eh adequada para certos casos. E isso muda totalmente, né? É incrível como o propósito do teu negócio muda quando tu te dás conta da tua importância, né? E te colocas num espaço de não, eu sou importante, eu sou a autoridade aqui e e é comigo que e adultos, né? Isso é muito importante porque às vezes eh eu penso que nós como arquitetos tomamos como nossa inteira responsabilidade a obra inteira e tratamos o cliente como um uma pessoa 100% ignorante em relação a qualquer assunto de obra. E isso não é verdade, né? As pessoas são adultas como nós e se colocam em posições infantis quando bem lhes convém. Então, eh, é muito importante a gente ter essa, esse conceito, assim, porque ninguém chega em outros profissionais, profissionais da saúde, profissionais, eh, enfim, eh, eh, advogados, por exemplo. Ninguém chega lá dizendo pro advogado que ele fez alguma coisa errada, que ele deveria fazer assim ou assado para um médico. Ah, não, eu não vou tomar esse remédio aqui, vou tomar o outro porque eu acho, porque eu quero. E na arquitetura, dentro da tua obra, todo mundo dá opinião. E o arquiteto, e eu me coloco muito nesse caminho, eh não era respeitada nesse quesito, porque a gente chega muito num ponto de gosto, de estética, de ai porque eu acho que isso daqui é mais bonito, ai porque eu acho que isso daqui fica melhor. E aí para não desagradar o cliente a gente fala: "Ah, então tá e fica um horror." E fica aquela coisa totalmente desproporcional, sem senso de estética, não fica funcional. Ah, mas era o cliente que queria e é o teu nome que tá ali. — Uhum. — A mesma coisa dá de um médico que te dá um remédio, que te dá uma alergia enorme, vai parar no hospital e vai culpar quem? Ah, é, mas é que o cliente não quis tomar aquele remédio. Aí é azar. Então eu acho que principalmente essa questão de posicionamento em relação ao trabalho, que é um trabalho que deve ser respeitado, né, e muito valorizado. — E você, antes da gente começar essa gravação, você tava me contando da questão da liberdade, né? Tipo, uma das conquistas que você conseguiu nesse tempo que a gente trabalhou, e obviamente eu sempre falo, né? A gente trabalhou, por que a gente? Porque a gente dá o caminho das pedras e você tem que executar. E você fez sua parte e dentro de fazer a sua parte, você contou da questão da liberdade, do sentimento hoje de liberdade, que hoje você conseguiria parar no meio da tarde para fazer uma outra coisa, se você quisesse, porque as coisas estão rodando, as coisas estão funcionando, né? Não é independente de você, não é? Foi até aquela conversa que a gente tava tendo antes, mas assim, ela tá funcionando, então não vai implodir tudo, porque se um dia você, sei lá, tô me sentindo mal, preciso pro hospital, parou tudo, atrasou todos os projetos, a obra parou, não, essas coisas não vão acontecer mais com você. E a outra liberdade que você contou, e aí eu quero te ouvir, tô só contextualizando para resgatar, foi a quantidade de projeto, né? De quantos projetos você saiu para quantos você tem hoje, consequentemente ganhando até mais. me conta aqui pra gente como que foi essa mudança da sua liberdade. É, eu eu tinha tantas ganas, né, de trabalhar cada vez mais, cada vez eh, enfim, atender uma demanda maior e existia muito essa essa falta de confiança, digamos, de quanto mais projeto eu tiver, eh, mais eu vou ser aceita, mais eu vou ser respeitada, mais eu vou me sentir importante ou aceita, né? porque também tem uma parte psicológica que a gente tem que trabalhar, eh, que eu acabava tendo 15, 20 projetos por mês ao mesmo tempo, não é? 15, 20 projetos ao ano, eh, ao mês a nossa lista ali de pastas era assim de contar, entra, apagava duas, entravam mais duas, apagava três, entravam mais quatro. E aí assim a gente ia correndo e virando noite atrás do projeto e cobrando assim baixo. Ai justamente por por não tal, eu imagino, né? coisas que a gente ainda tem que levar pra terapia, mas por querer ser aceito, não pela qualidade de projeto, mas e se não pela qualidade de projeto pelo valor e se não pelo valor ã por educação, por qualquer motivo, menos um menos um posicionamento de um arquiteto de de responsabilidade, de um arquiteto maduro, de um arquiteto que sabe o que tá fazendo. E aí isso fez total diferença na minha vida, porque hoje eu tenho liberdade de, se eu quiser, e assim com projetos em andamento dentro do meu escritório, assim, eu tenho clientes que olha, tá com prazo para entregar semana que vem, eu não tô com prazo eh estourado, eu tô com tudo organizado, o cliente pode me ver na rua e antes e depois eu volto para contar uma um e o cliente pode me ver na rua passeando com o meu cachorro às 3 da tarde que eu não tenho culpa nenhuma, tá tudo organizado. Eu posso ter esse meu tempo que eu sei que no dia que eu prometi eu vou entregar o projeto, eu vou marcar a reunião e vai ter tudo apresentado. Antes disso, há um tempo, eu estava, eu precisava ir pro casamento de uma amiga e eu não tinha vestido. E aí eu fui pra loja no meio da tarde, era sei lá, 3, 4 da tarde, e na minha cabeça eu devia projetos. porque eu não tinha essa minha organização de tempo, então eu precisava projetar, projetar, projetar, trabalhar, trabalhar, trabalhar. E eu encontrei a cliente na loja, a cliente do projeto, que assim eu tinha fechado, enfim, devia ter feito o levantamento da casa dela a três dias e é óbvio que o projeto dela estaria passando por toda uma uma implementação dentro do escritório, fase de referências, fase de layout, mas eu tinha um pânico disse: "Ela vai me ver vivendo, coisa que eu não devo estar fazendo, porque eu devo estar trabalhando. Como é que ela vai me ver vivendo a vida? Como é que eu vou ter a capacidade de olhar para uma cliente e dizer: "Não, estou vivendo por ti, fazendo só o teu projeto". E isso faz toda a diferença, né, no nosso respeito. E ela me olhou e eu disse: "Oi, tudo bem?" Ela: "Ai, não sei quê, não sei quem o nosso projeto". E eu me senti péssimo, traindo a pessoa, porque como assim eu não estou vivendo para ela? Na verdade, era mim que eu tava traindo, né? Era falta de vida. Exatamente. Consumindo tanto que me fez chegar o ponto de talvez não trabalhar mais porque eu não conseguia separar as duas coisas. — E hoje você tem não só a liberdade como você tá pegando menos projeto e ainda tá com valor melhor, né? Que aí foi até onde a gente entrou porque contextualizando, para quem tá assistindo, a Rafa tem mais duas pessoas na equipe dela. Então assim, a gente começou a entender que os projetos eles estavam com preço muito estourado, não foi, Rafa, que você falou? Mas assim, nossa, por que que tá estourado? É porque eu não tô cobrando correto? Não, na verdade é porque o tempo tava super estimado, porque como não tava tendo um controle muito muito certinho, né, de quanto tempo deveria fazer para cada coisa, não tava uma gestão ali rodando, as pessoas que trabalham junto com ela acabavam se delongando ali no tempo que teriam para entregar, porque não existia essa forma de controle, então assim, por por falta de dinâmica da equipe mesmo. E aí isso resvalava em quê? Não, não atraso do prazo, porque igual você falou, dormia para entregar, mas resvalava em você não ter vida porque tinha que entregar as coisas que estavam ali, que tinha que ficar pro último momento, né? E não aquela coisa de estão as coisas funcionando. E aí ajudou não só o financeiro, né, como você comentou, porque aí consequentemente você tá cobrando, correto, não só porque tá tudo coberto de custo, mas porque a hora também tá correta. e aumentou a questão da produtividade, não só da equipe, como a interna pessoal sua também, né? — É, e é uma questão muito importante, né? E voltando a falar do hábito de ter o controle do tempo, né? Eu não tinha ã a ideia de assim, eu entrava um projeto no escritório, dava duas semanas, eu tava começando a fazer o projeto e o projeto que tava em andamento ficava um pouquinho para depois. Então, por isso que acaba se sobrepondo uma atividade na outra. E o projeto, coitado, que começou lá em janeiro, daqui a pouco terminava muito depois. E não por por maldade, por isso, por aquilo, porque a gente ia um atrás do outro e fazendo o que dava, né? Então, e uma das minhas maiores dores era não entregar o projeto físico pro cliente, né, dentro do pen drive, com toda aquela balela de, ai meu Deus, meu cliente querido, enfim. E foi algo que eu superei porque nem todo mundo gosta de um projeto impresso, né? Eu sou uma pessoa que não gosto. E aí ter essa conversa também me levou para um lugar do tipo, só um pouquinho, né? nem o que todo mundo faz é o que é adequado para esse escritório. As pessoas fecham contigo por n motivos. Tem lugares que a gente, né, entrega o pen drive, tem lugares que a gente entrega só por eh nuvem, tem lugares que a gente entrega impresso. Então, cada cliente é um cliente e por mais que em alguns lugares não haja padrão, a gente consegue se colocar ainda como um serviço de qualidade, né? — Sim. E Rafa, tem uma coisa que a gente tava conversando no WhatsApp outro dia que eu até perguntei para você na questão de conteúdo, né, que era assim: "Ah, ô, ô, Rafa, tem muitas arquitetas que chegam para mim na mesma dinâmica do qual você tava vivendo e às vezes elas deixam de tomar uma decisão de que seja, que eu sempre falo, né, que seja comigo ou que seja com qualquer outra pessoa, mas tomar uma decisão de fazer diferente porque elas falam que elas não vão ter tempo muitas vezes porque, ah, porque eu acabei de contratar alguém para justamente me tirar do sufoco, ah, porque não sei que aquele, ah, Mas o por quê? E assim, na sua visão hoje de quem era também essa pessoa que precisava crescer, que queria crescer na verdade, né? Mas ao mesmo tempo precisava crescer de forma organizada para não implodir o escritório e podia pensar assim: "Nossa, mas e questão de tempo, né? Como que você vê o que que mudou?" A gente viu de resultado, mas como que era a sua cabeça antes para essas pessoas que pensam sobre isso? Sabe o que que você foi aquele clique talvez que aconteceu para você de pera aí, eu eu realmente eu tô sem tempo, mas que que eu vou fazer com essa informação? Sabe? — É o que eu digo para quem tá sem tempo é que tempo tem. A gente tem as mesmas 24 horas, né? — A questão é realmente organização. E o diferencial justamente do teu método, Jéssica, é que vocês não dão aula. Eu não tenho tempo para ficar sentada assistindo 20 minutos de aula e depois ter que implementar e sozinha. Eu não quero aula, eu quero alguém que faça para mim. Eu quero a Jéssica que me chama no WhatsApp e diz: "Rafa, tá aqui, ó. Eu fiz isso aqui por causa da nossa reunião. Coloca em prática. E deu e tô segura e tô na segurada na tua mão e e vamos em frente. É totalmente diferente de, ah, olha aqui, eu fiz mais não sei quantos cursos e tem 27 videoaulas de 20 minutos cada uma. Fazendo a aula você pode conseguir isso, isso. Não, só um pouquinho. Eu não quero aula. Eu não tenho tempo de ouvir áudio de fornecedor. Vou ter tempo de ouvir aula. Eu quero exatamente o que vocês me entregaram, que é, Rafa, infelizmente a vida de adulto é assim, tem que fazer, tem que fazer, é isso, bota em prática que vai funcionar. E enquanto não funcionar, a gente vai arranjando uma solução e vai pensando no outro problema e vai pensando noutra solução e as coisas realmente levam tempo. A gente tá junto há um tempo para eu chegar nessa confiança que eu tenho hoje de dizer: "Jéssica, agora meu problema é outro. Jéssica, agora eu tô com muito projeto, eu tô com recebendo tudo isso. Vamos pra nossa próxima fase. Agora nós vamos colocar, enfim, outros sonhos em prática. Que que eu digo para as pessoas que não tm tempo? — Prioridade. É porque é diferente eu falar de você falar. Por isso que eu fiz essa pergunta, porque eu sei que é uma resposta que soa muito óbvia, mas por eu não sou arquiteta. Então, se eu falo isso para uma coisa que não é muito óbvio mas você não entende, você não é arquiteta, você não tem um monte de fornecedor para responder, você não tem um monte de cliente para dar conta de obra, não tem pepino de obra toda segunda-feira para responder. Realmente eu não tenho. Só que eu tô com dezenas de escritórios aqui que tem e eu sei que quando você coloca isso como prioridade vai funcionar também. Mas eu queria ouvir de você, aquela que estava nesse mesmo lugar e hoje percebeu que foi fazendo exatamente isso, que as coisas mudaram a ponto de você conseguir ter tempo na sua rotina para inclusive est fazendo essa gravação de vídeo igual você tá fazendo comigo aqui hoje. Ponto. É isso. Prazer — então. Muito e com muita satisfação. — Rafa. Muito obrigada. Porque o que eu gosto de sempre finalizar é um recado para quem ainda tá pensando e em entrar e quer saber se vale a pena. Que que você diz para essas pessoas pra gente poder finalizar aqui? — É, eu digo que vale muito a pena. Vale mesmo assim. E muito do que eu falei sobre a minha entrega de de projeto hoje de propósito, eh, me inspira muito no serviço da Jéssica, porque realmente ela pega na tua mão e faz. E eu às vezes em alguns momentos fico pensando, será mesmo que eu tenho que pegar tanto na mão do meu cliente e insistir tanto, né? E sim, faz diferença, né? A gente ter essa segurança de um profissional que realmente quer o nosso bem e quer que aconteça, eh, é muito seguro, assim, para mim — e recomendaria e recomendo, enfim, me perguntar. — Obada, muito obrigada. Eh, uma coisa que é bem importante, que eu sempre falo, né, até pensando na questão da arquitetura. Eh, o meu papel aqui não é ser babá de ninguém, tanto que não é isso você, né, tem plena consciência de que não foi isso que aconteceu. É, é pensar como se for uma eh, como se eu fosse uma pessoa, sabe, da caverna do dragão. Eu sou o mestre dos magos, eu vou aprender, eu vou aparecer ali quando você tem um problema. Eu vou te falar: "Vem cá que vai dar certo, esse é o caminho. Eu vou te trazer a luz no fim do túnel". Esse é o meu papel. Esse é o papel que eu vou desempenhar numa jornada realmente sendo uma mentoria. Por mais que eu fale que não é nem uma mentoria, um programa de implementação, que até coisas para vocês eu entrego diferente, mas eu faço esse papel de tipo assim, não, pera aí, a gente tá junto, eu tô realmente acreditando, porque uma relação de 50 é 50 para você ter resultado. Então, a parte que me cabe, eu dou 100%, mas obviamente vai depender de você também. Se entra uma pessoa aqui que não faz a parte dela, obviamente ela também não vai ver acontecer porque ela não tá fazendo o mínimo dela. Agora, se eu vejo igual foi aqui com você, Rafa, que você tá disposta, às vezes a Rafa não conseguia participar ali dos encontros, mas voltava igual hoje. Voltou, tinha dois encontros, você não tinha participado. Voltou, eu perguntei das coisas, ela falou: "Não, mas eu fiz, eu fiz, eu fiz, eu fiz, eu fiz". Eu falei: "Putz, é isso". Sabe que é esse ponto? Não preciso ser babá de ninguém. Você tem dois dois encontros que você não entrou, mas a gente falando aqui hoje você voltou com tudo feito, pronto, por somos adultos, né? E a gente trata a relação dessa forma. É assim que a gente faz o negócio funcionar. — E porque a gente tinha meta anotada, por isso. — Exatamente. E aqui eu trabalho com cumprir. — Exatamente. Então assim, esse é um ponto, gente. Aqui a gente trabalha com meta. É literal isso. Por eu sempre falo que a gente não quer transformar em negócio, é cabeça de empresa. Empresa trabalha com meta, a gente trabalha com meta também. né? — Obrigada, viu?

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